27 de fevereiro de 2015

Refletindo o Evangelho do Domingo

2º Domingo da Quaresma - Domingo 01/03/2015

"Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o!" (Mc. 9,7)

O tema central da Liturgia do II Domingo da Quaresma, Mc. 9,2-10 foi e continua sendo um acontecimento indescritível. "…Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte, e transfigurou-se diante deles… Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus." (Vs. 2; 3A e 4)
O Evangelista São Marcos chega a dizer: "Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal que nenhum lavadeiro sobre a terra as pode fazer assim tão brancas." (V. 3 )
Para os três Discípulos foi uma oportunidade preciosa, ímpar e de grande importância. Para humanidade, um acontecimento jamais visto: Jesus Cristo "Glorioso", "Resplandecente", embora se tenham ouvido falar a respeito de sua "Paixão e Morte".
Na "Transfiguração", Jesus Cristo aparece em toda sua Glória, como haveria de ser na sua vinda futura, seria um prenúncio e, para nós, uma garantia de "Ressurreição".
 Quando Jesus Cristo chamou os Discípulos para subir com Ele ao monte, certamente tinha um objetivo específico: encorajá-los diante de tudo que haveria de acontecer, afim de que eles fossem testemunhas oculares, por antecipação, do que mais adiante teriam de proclamar a Seu respeito.
No entanto: “Ao descerem do monte, proibiu-lhes Jesus que contassem a quem quer que fosse o que tinham visto, até que o Filho do Homem houvesse ressurgido dos mortos.” (V. 9)
Foi, com certeza, uma das reuniões mais importantes que Jesus Cristo teve com os seus Discípulos, podemos dizer até que foi a verdadeira "Comunhão dos Santos":
·a presença de Deus Pai, quando disse: "Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o."(V.7);
·a presença de Jesus Cristo, no esplendor da Glória;
·a presença de Moisés, representando as Leis;
·a presença de Elias, representando os Profetas;
·e a presença do Núcleo da Igreja de Jesus Cristo;
– Pedro, de quem seria a responsabilidade de ser o primeiro a testemunhar a ressurreição de Jesus Cristo;
– Tiago, responsável pala formação das Comunidades;
– e João, o Evangelista que escreveria sob a Unção do Santo Espírito de Deus, tudo conforme testemunhara.
Hoje podemos crer e testemunhar fielmente que: Jesus Cristo é verdadeiramente o filho de Deus. Que nEle podemos confiar. Que ser Discípulo de Jesus Cristo é viver momentos de profunda exaltação espiritual e momentos de provação e angústia, por causa do Reino.
Pelo sacrifício de Jesus Cristo, não temos o direito de ficar somente no alto do Monte Tabor, na exaltação espiritual. Devemos rever os nossos atos de omissão ou medos e converter as nossas atitudes de comodismo e indiferença. E, como os Discípulos, descer, testemunhar, viver e implantar O Reino de Amor em todo lugar, no mundo em que vivemos, no nosso dia-a-dia.

“E… Eu os ressuscitarei no dia final!”
Fabiano Camara Bensi

19 de fevereiro de 2015

Refletindo o Evangelho do Domingo

1º Domingo da Quaresma – 22/02/2015

“… fazei penitência e crede no Evangelho.” (Mc. 1, 15b)
Estamos no 1º domingo do Tempo da Quaresma, que se inicia na quarta-feira de cinzas e termina às vésperas do Domingo de Ramos, já no início da Semana Santa.
Na Quaresma, relembramos os quarenta anos do povo de Deus no deserto e revivemos os quarenta dias que Jesus Cristo viveu no deserto, preparando-se para sua Missão. É, portanto, uma proposta, ou um tempo de nos consagrarmos mais à escuta da Palavra de Deus, à Oração à Esmola e ao Jejum e ao maior domínio de nós mesmos, para nos convertermos ao Cristo e ao seu Reino.
O Evangelho escrito por São Marcos (Mc. 1,12-15) nos apresenta dois episódios distintos, mas tem uma ligação muito grande entre si:
1º- após o Batismo, feito por São João Batista, o Espírito Santo de Deus conduz Jesus Cristo para o deserto: Aí esteve quarenta dias. Foi tentado pelo demônio e esteve em companhia dos animais selvagens. E os anjos o serviam.” (V.13) Foi, sem dúvida nenhuma, o resumo de todos os conflitos, perseguições e tentações que Ele haveria de passar e experimentar em toda a sua vida;
2º- ao sair Vitorioso do deserto, Jesus Cristo recebe a notícia da prisão de João Batista, inicia então, a sua atividade pública, começando na Galiléia: “’Pregava o Evangelho de Deus, e dizia: ’Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo: fazei penitência e crede no Evangelho.’” (V.15)
Em uma frase Jesus Cristo resume os quatro principais pontos da Sua Pregação ou Proposta de Salvação, onde dois deles estão relacionados diretamente a Deus, e os outros dois, relacionados diretamente conosco, o que se tornaria a partir de então, o que chamamos de…
“A Boa Nova Anunciada por Jesus Cristo!”
a)     Cumprimento da promessa: “Completou-se o tempo…”: o Tempo de Deus é o “Hoje” o “Agora” o “Já”. Para Deus não existe passado, nem futuro, pois Deus é o Senhor também do “tempo”;
b)    Garantia da Presença: “O Reino de Deus está próximo…; Deus se faz “Presente” na pessoa de Jesus Cristo, Ele está no meio de nós!”;
c)     Uma ordem: “fazei penitência…”; Jesus Cristo acabara de passar por uma experiência de “extrema tentação”… e Venceu! Penso que “fazer penitência”, é na verdade, “vencer” as tentações, em nome de Jesus Cristo, é lutar com todas as nossas forças, contra as ciladas impostas pelo “maligno”, como diz São Paulo: “Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além de vossas forças, mas com a tentação Ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela.” ( 1ª Cor. 10,13)
d)    Uma ordem: “e crede no Evangelho.” É uma exigência fundamental, pois só iremos entender as atitudes e as ações Misericordiosas de Jesus Cristo, se crermos realmente nas “Verdades do Evangelho”.
“Se creres verás a Glória de Deus!” (Jo. 11,40)
Fabiano Camara Bensi

11 de fevereiro de 2015

Refletindo o Evangelho do Domingo

6º Domingo do Tempo Comum - Domingo 15/02/2015

… tocou-o e lhe disse: Eu quero, sê curado."
Nesta fase do Ano Litúrgico, chamado de Tempo Comum, a Liturgia continua nos mostrando os acontecimentos comuns no dia-a-dia da Vida Pública de Jesus Cristo, ou seja, o seu contato com pessoas comuns, contato com fatos comuns do cotidiano do povo.
Em outras palavras, procura retratar Jesus Cristo na vida comum de cada um de nós. Neste sentido, o trecho do Evangelho, Mc. 1,40-45 nos apresenta a narrativa da cura de um “Leproso”.
“’Aproximou-se dele um leproso, suplicando-lhe de joelhos: ‘Se queres, podes limpar-me.’Jesus compadeceu-se dele, estendeu a mão, tocou-o e disse:’Eu quero, sê curado’”.(V.40-41)
A compaixão é uma das características da pessoa de Jesus Cristo. Diante dos que sofrem todos os tipos de males, dos pecadores arrependidos, das pessoas necessitadas, de cidades e multidões abandonadas, Ele se compadece.
O coração d’Ele se sensibiliza e as lágrimas vêm-lhe aos olhos. Assim, Ele é “Aquele que É” e “Sempre será”, à imagem de quem todos nós fomos feitos.
E disse: “Eu quero, fica limpo!” Podemos imaginar os seus olhos, quando pronunciava estas palavras. Deviam estar cintilantes, passando para o leproso todo o Seu Amor e Seu Poder.
A mão de Jesus Cristo poderá ter repousado sobre a cabeça ou o ombro do leproso que estava de joelhos, poderá ter Ele tomado as mãos do enfermo entre as suas ou apenas tocado seu rosto chagado.
É bom lembrar que todos que eram acometidos de enfermidades incuráveis, como a “lepra”, por exemplo, estavam obrigados pela Lei de Moisés a permanecer a uma certa distância de qualquer pessoa para evitar o contágio, pois eram considerados impuros, e se tocasse em alguém, ou alguém os tocasse, também se tornaria impuro. O importante é que Ele o tocou e falou, e a lepra, imediatamente, desapareceu e ele ficou limpo.
Jesus Cristo, porém, dá de uma forma muito sutil, demonstração de que, em momento algum, queria desobedecer nem destruir a Lei prescrita por Moisés.
Ele a observou, mas não deixava de atender os clamores que vinham dos excluídos da sociedade: ‘“Jesus o despediu imediatamente com esta severa admoestação:’Vê que não digas a ninguém; mas mostra-te ao sacerdote e apresenta, pela sua purificação, a oferenda prescrita por Moisés para lhe servir de testemunho’”.(V.43-45)
Assim é o coração de Jesus Cristo, cheio de compaixão, pronto para nos curar. O nosso coração deverá ter o mesmo sentimento com relação ao irmão necessitado, deverá encontrar em nós a mesma compaixão que o leproso encontrou.
Deverão existir sempre mãos prontas para estender, num gesto de Amor, pela imposição das mãos e orar pela cura física ou espiritual de quem sofre. A Igreja, aliás, é pródiga em gestos concretos, de colocar as mãos sobre a pessoa que sofre, comunicando-lhe, os Sinais da Graça curativa de Deus, através dos Sacramentos.
“Meu Coração se compadece por ti!”
Fabiano Camara Bensi

5 de fevereiro de 2015

Refletindo o Evangelho do Domingo

5º Domingo do Tempo Comum – Domingo – 08/02/2015

“… pois para isso é que vim.”(V. 38 b)
O trecho do Evangelho de Jesus Cristo escrito por São Marcos, (Mc. 1,29-39) nos conduz a uma realidade do nosso dia-a-dia, comum às nossas famílias, apresentando-nos uma pessoa que padece duma doença aparentemente sem maior gravidade. E diz mais: foram incomodar a Jesus Cristo avisando que uma pessoa estava, simplesmente, com febre.
Ora, será que Jesus Cristo não tinha algo mais importante p’ra fazer, além de saber ou deixar de saber que uma pessoa qualquer, estava doente? Não era então, um despropósito levar a Jesus Cristo a notícia da doença da sogra de Pedro? Afinal, não era ele o Messias, o Filho de Deus? Então, porque importuná-lo com uma coisa tão simples e lhe dissessem apenas o importante?
A questão, porém, superava de longe o efeito demonstração. O que Jesus Cristo queria fazer, e efetivamente o fez, era ser solidário com as pessoas em sofrimento, era servi-las onde e quando fosse necessário.
Foi isso que se deu com a singela cura da sogra de Pedro. Bastou Jesus Cristo tocá-la tirar-lhe a febre para atrair para si todos os enfermos e possessos do demônio.
E assim, toda uma multidão abatida pela dor e, principalmente, pela falta de perspectivas, de fé e de esperança pôde, naquele momento aproximar-se de Jesus Cristo e livrar-se da fatalidade da doença e até da própria morte.
Igualmente importante foi o fato, de aquela mulher ter compreendido a lição: “ela se pôs a servi-los”. Poderia muito bem ter se esquivado ou simplesmente ter dito: “muito obrigada”. Mas não, renovada do corpo, da alma e do espírito, assumiu o serviço com a maior solicitude possível sem que lhe fosse pedido para tomar tal atitude. Com toda a certeza, a maioria das pessoas não atinava para a verdadeira Missão de Jesus Cristo.
Muitos, uma vez curados, voltariam à vidinha de sempre e só a custo de muito esforço de memória se lembrariam dum tal de “Jesus” que uma vez os curou. Fazendo isso, porém, estariam perdendo o essencial da obra de Jesus Cristo.
Seremos nós tão diferentes? Quando é, por exemplo, que nos sentimos impelidos a fazer aquela oração forte, aquela oração que, proferida em voz alta, dá a impressão de mover céus e terra? É quando vai tudo muito bem, obrigado? Ou é quando a saúde está ameaçada e o emprego está a perigo entre uma recessão à vista e a má vontade dum chefe?
Muitos de nós queremos Curas e Milagres, clamamos por isto e provavelmente todos nós precisamos realmente! Jesus Cristo quer realizá-los em nossas vidas, só que, muitas das vezes e quase sempre, queremos que sejam realizadas as obras, conforme as nossas vontades pessoais e impedimos que Ele realize conforme nossas necessidades.
Esperamos por resultados “espetaculares” aos nossos olhos, não parando p'ra perceber que, os verdadeiros Milagres acontecem no interior dos nossos corações; que sem dúvida, serão sempre acompanhados de Sinais de Deus.
Eu vim para que todos tenham Vida, em plenitude!”
Fabiano Camara Bensi

28 de janeiro de 2015

Refletindo o Evangelho do Domingo

4º Domingo do Tempo Comum - Domingo 01/02/2015

“Sei quem és: o Santo de Deus!” (Mc 1,24C).
No Evangelho da Liturgia deste domingo, (Mc. 1,21-28), veremos o início das narrativas sobre as Pregações, Curas e Milagres; realizados por Jesus Cristo em sua Vida pública. No caso do Evangelista São Marcos, inicia-se na Região de Cafarnaum. — Ensinando a sua Doutrina pregando o Evangelho, curando em dia de sábado e expulsando demônios.
Esses atos públicos de Jesus Cristo, para nós hoje, podemos dizer que foram “Bênçãos de Deus”, mas para os escribas (pessoas com profundo conhecimento das escrituras, que tinham como profissão, ensinar religião) foi causa de espanto: “Ensinar” com tal autoridade, achavam eles, era muita “Petulância”; e “Curar”, principalmente em dia de sábado, expulsando demônios, era no mínimo, cometer uma “blasfêmia”. 
Quando Jesus Cristo entra na sinagoga, um homem que estava sendo afligido por um mal espiritual, aproxima-se dEle, O reconhece, bem como a sua autoridade e diz:“Sei quem és: o Santo de Deus!  Mas Jesus Cristo intimou-o dizendo: Cala-te e sai deste homem!” (V. 24c-25)
Jesus Cristo demonstra que nenhum mal pode dominá-lo ou ser superior a Ele. Ele expulsa o mal e Liberta o homem. O poder de Jesus Cristo está presente em todos os seus atos, principalmente quando o mal se opõe às vontades de Deus. Jesus Cristo sempre revela que sua força é espiritual. Invencível!
Ele É aquele que veio para fazer o bem. Ele veio trazer a Paz. Ele é o conjunto de bens que saem do Coração de Deus para produzir a verdadeira felicidade.
Infelizmente, a Presença, a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo não representam ou garantem a ausência de guerra no mundo, porque o mal está permanentemente no coração do homem.
— Como esta Paz é necessária ao mundo de hoje, marcado pela violência e pela cultura da morte…
O mundo de hoje parece ter duas tendências: não acreditar nas forças do mal e do maligno; ou então procurar fazer uma espécie de “mitologia do demônio”, vendo-o presente em todas as situações que produzem mal e danos.
Muitas vezes valoriza-se muito mais a atuação do maligno do que a Ação do infinito Amor de Deus.
Esquecemos que existe a maldade natural, no coração do homem e que é necessário, sim, uma transformação, mas com uma verdadeira Conversão.
Não me parece fora propósito perguntar:
1º - Como nós hoje, aceitamos e seguimos Jesus Cristo?
2º - Sentimos como absoluta, a necessidade de Sua presença na história de nossa vida?
3º - Como estamos contribuindo, para escrever a história da humanidade sonhada por Deus?
“Vós sois o sal da terra e a Luz do mundo.”
Fabiano Camara Bensi

21 de janeiro de 2015

Refletindo o Evangelho do Domingo

3º Domingo do Tempo Comum – Domingo – 25/01/2015

"Vinde após mim eu vos farei pescadores de homens." (Mc. 1,17)
Após Jesus Cristo ter vivenciado dois momentos muito importantes – um no Rio Jordão, com a oportunidade de experimentar, pessoalmente, a Voz e a presença de Deus Pai; outro no deserto experimentando o poder e a Unção do Santo Espírito – depois de ter tido uma verdadeira "experiência espiritual", Ele início à sua Missão, ao seu Ministério, que poderíamos chamar de "O Ministério Público de Jesus Cristo."
Conforme nos escreve São Marcos: "Pregava o Evangelho de Deus, e dizia: 'Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo: Fazei penitência e crede no Evangelho.'" (V. 14B-15)
Jesus Cristo começou, então, o seu "Ministério" por onde João Batista terminou. Começou também, pregando a "penitência", que é sempre a consequência do  arrependimento e da remissão dos pecados, o que nos leva à reconciliação com Deus e acrescentando: “Crede no Evangelho”.  É com a "penitência" que nós experimentamos e encontramos um meio de fazer o "Bem". É uma demonstração de que temos um desejo de reparar o "Mal" ocasionado por nossas incoerências.
E caminhando ao longo do mar da Galiléia, Jesus Cristo viu dois irmãos pescadores, que lançavam rede ao mar: Pedro e André. Disse-lhes: "Vinde após mim e vos farei pescadores de homens."(V.17) Mais adiante viu outros consertando as redes, chamou-os logo: “Eles deixaram na barca seu pai …e o seguiram”(V.20)
Jesus Cristo escolhe os primeiros discípulos que poderíamos chamar de: Companheiros de Ministério. Escolhendo-os, Ele nos ensina que:
a) no Ministério da Evangelização, não é ideal que se caminhe sozinho;
b)  que um discípulo deve sempre pensar em ensinar a outros, a fazer outros discípulos;
c)  que não basta teoria, é necessária a convivência para se aprender na prática;
d)  que Deus prefere chamar pessoas ocupadas e não aquelas acostumadas à ociosidade;
e)  que Deus não nos escolhe pela nossa capacidade, Ele capacita todos os escolhidos; 
f)  que para estar a serviço do Reino pode ser necessário renunciar ou deixar alguma coisa;
g)  que a obediência ao chamamento de Deus deve ser espontânea e imediata.
O que significa para nós o Ministério de Jesus Cristo?
Temos ouvido o chamamento de Jesus Cristo para o serviço?
Temos deixado ou renunciado a alguma coisa para O seguir?
Que Deus nos mostre a nossa “Vocação”, nos ajude e nos dê o Dom de servir!
“Eu vos chamo pelo nome: Vem!”
Fabiano Camara Bensi

15 de janeiro de 2015

Refletindo o Evangelho do Domingo

2º Domingo do Tempo Comum – Domingo 18/01/2015

“Mestre, onde moras?…Vinde e vede.” (V. 39a)

Na Liturgia do 2º domingo do Tempo Comum, João Batista aponta Jesus Cristo, anunciando: “Eis o Cordeiro de Deus.” (Jo. 01, 36b)
João Batista apresenta Jesus Cristo de uma forma muito ousada, junto ao povo de Israel, dizendo: “Este é o cordeiro de Deus, aquele que veio para tirar o pecado do mondo”, (Cf. Jo. 1,29B).
Sim, ousada, porque para o povo de Israel, a Salvação que haveria de vir, O Messias, seria somente para eles “o povo escolhido de Deus”; Isso é o que realmente estava na cabeça deles. Era na verdade, a esperança de um povo muito sofrido, um povo que vivia sob forte opressão.
Certamente, o povo já sabia da presença de Jesus Cristo o Salvador e Restaurador de toda a humanidade, citado pelo profeta Isaias: "Não basta que sejas meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os fugitivos de Israel; vou fazer de ti a luz das nações, para propagar minha salvação até os confins do mundo." (Is. 49,6)
Jesus Cristo, Senhor! Não somente de um povo onde, até então, só tinha conhecimento da existência de Deus, com o poder de perdoar os pecados, mas é ainda mais: não só perdoar é Deus na pessoa de Jesus Cristo, aquele que: "… tira o pecado do mundo", — de todo o mundo!
Os Discípulos de João Batista, certamente, já sabiam a respeito de Jesus Cristo, tanto é que, ao se aproximarem, Jesus Cristo pergunta: “Que procurais?” Eles O interpelam com outra pergunta: “Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras?” A resposta foi uma ordem:Vinde e vede.” 
Jesus Cristo é… a Salvação de Deus, a Salvação de todas as raças, culturas e nações. Ele mora e vive, está vivo e quer viver nos corações de todos os homens e mulheres, filhos e filhas de Deus. Embora muitos não percebam, Ele está Vivo, Sim!!!
§  Para alguns, Ele é somente um simples morador!
§  Para outros, Ele é somente um mero visitante!
§  Para muitos, Ele é somente um ilustre convidado!
Mas Ele, em Deus na unidade com o Espírito Santo, vive em nós, mora em nós, porque o Viver de Jesus Cristo está além de nossas vontades.
É um ato deliberado de  Amor e Misericórdia que também vai além de ser um simples… Morador. Um mero… Visitante! Ou um Ilustre… Convidado!
Ele quer verdadeiramente… habitar em nós! Fazer morada permanente! Participar de toda a nossa vida, em todos os sentidos, não para nos escravizar, mas para ser Luz do nosso "existir", do nosso "ser", do nosso "sentir" e participar de todo o nosso "viver".
Como diz São Paulo: "…o corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor e o Senhor é para o corpo; … ou ignoreis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que mora em vós e que vos é dado por Deus?  " (1 Cor. 06, 13.19a)
“Vem e segue-me, Eu sou O Senhor! Vem!!!”
Fabiano Camara Bensi

7 de janeiro de 2015

Refletindo o Evangelho do Domingo

Batismo do Senhor – Domingo – 11/01/2015

"Tu és meu filho muito amado;..." (Mc. 1,11)
No momento do Batismo de Jesus no Rio Jordão, Mc. 1,7-11; Deus torna pública a filiação Divina de Seu Filho muito amado.
O que Jesus Cristo queria, na verdade, era que fosse feita a vontade de Deus. E qual era, então, a vontade de Deus? A de revelar ao mundo a verdadeira Identidade daquele que começaria uma Nova Lei. João Batista entendeu rapidamente e apressou-se em atendê-lo, sem esboçar resistência.
Jesus Cristo submeteu-se voluntariamente ao Batismo de São João Batista, destinado aos pecadores, para cumprir a justiça. Este gesto é uma manifestação do seu aniquilamento.
O Espírito que pairava sobre as águas no princípio da criação do mundo, desce então sobre Jesus Cristo, tornando-o a partir de então, o Ungido do Pai, anunciando uma Nova Criação, e o Pai anuncia à humanidade Jesus Cristo, como seu “filho muito amado”.
A abertura dos céus e a voz de Deus Pai ouvida no momento do Batismo, mostram que a vinda do Espírito Santo, sobre Jesus Cristo naquela hora, foi por si mesma, uma intervenção de Deus e não um efeito automático do batismo de João. Assim, sendo o Batismo de Jesus Cristo o modelo de Batismo cristão, podemos observar três momentos distintos:
1º - a presença da água, princípio da vida humana;
2º - a ação do Espírito Santo;
- e a intervenção direta de Deus.
Assim, estes três momentos são inseparáveis e ao mesmo tempo integrantes do início da vida cristã no Sacramento do Batismo. Um pouco mais à frente, São Marcos fala do poder e da autoridade de Jesus Cristo manifestados em seu "novo ensinamento" (Cf. Mc 1,22) e esta responsabilidade, hoje, é de cada um nós, batizados, que temos o direito, e principalmente, o dever de ser verdadeiros e autênticos cristãos.
O Batismo imprime, no coração do batizando, um caráter indelével. Deus o marca, caracteriza-o espiritualmente, de uma forma diferente, uma vez que ele já era e tinha sido feito “à imagem e semelhança” do Criador.
Na criação a pessoa é inserida na vida e nos destinos do mundo. O batismo insere a pessoa na vida da Santíssima Trindade.
É no Sacramento do Batismo, que nos tornamos herdeiros do Reino, filhos adotivos deste Pai que é Amor!
Para muitos, batizar um filho ou filha significa, adorná-lo com este Dom de Deus, o mais rápido possível, para que: cresçam na Graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo (Cf. II Pd. 3,18).
Para outros, é uma oportunidade de escolher um "bom padrinho" ou uma "boa madrinha"; outros ainda, em nome de teologias ou ideologias não fundamentadas, privam seus filhos de serem participantes desta Graça.
P'ra você, meu irmão ou minha irmã, o que significa o Batismo em nome da Trindade Santa, com todas as suas consequências?
No momento do Batismo de Jesus no Rio Jordão, Mc. 1,7-11; Deus torna pública a filiação Divina de Seu Filho muito amado.
O que Jesus Cristo queria, na verdade, era que fosse feita a vontade de Deus. E qual era, então, a vontade de Deus? A de revelar ao mundo a verdadeira Identidade daquele que começaria uma Nova Lei. João Batista entendeu rapidamente e apressou-se em atendê-lo, sem esboçar resistência.
Jesus Cristo submeteu-se voluntariamente ao Batismo de São João Batista, destinado aos pecadores, para cumprir a justiça. Este gesto é uma manifestação do seu aniquilamento.
O Espírito que pairava sobre as águas no princípio da criação do mundo, desce então sobre Jesus Cristo, tornando-o a partir de então, o Ungido do Pai, anunciando uma Nova Criação, e o Pai anuncia à humanidade Jesus Cristo, como seu “filho muito amado”.
A abertura dos céus e a voz de Deus Pai ouvida no momento do Batismo, mostram que a vinda do Espírito Santo, sobre Jesus Cristo naquela hora, foi por si mesma, uma intervenção de Deus e não um efeito automático do batismo de João. Assim, sendo o Batismo de Jesus Cristo o modelo de Batismo cristão, podemos observar três momentos distintos:
1º - a presença da água, princípio da vida humana;
2º - a ação do Espírito Santo;
- e a intervenção direta de Deus.
Assim, estes três momentos são inseparáveis e ao mesmo tempo integrantes do início da vida cristã no Sacramento do Batismo. Um pouco mais à frente, São Marcos fala do poder e da autoridade de Jesus Cristo manifestados em seu "novo ensinamento" (Cf. Mc 1,22) e esta responsabilidade, hoje, é de cada um nós, batizados, que temos o direito, e principalmente, o dever de ser verdadeiros e autênticos cristãos.
O Batismo imprime, no coração do batizando, um caráter indelével. Deus o marca, caracteriza-o espiritualmente, de uma forma diferente, uma vez que ele já era e tinha sido feito “à imagem e semelhança” do Criador.
Na criação a pessoa é inserida na vida e nos destinos do mundo. O batismo insere a pessoa na vida da Santíssima Trindade.
É no Sacramento do Batismo, que nos tornamos herdeiros do Reino, filhos adotivos deste Pai que é Amor!
Para muitos, batizar um filho ou filha significa, adorná-lo com este Dom de Deus, o mais rápido possível, para que: cresçam na Graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo (Cf. II Pd. 3,18).
Para outros, é uma oportunidade de escolher um "bom padrinho" ou uma "boa madrinha"; outros ainda, em nome de teologias ou ideologias não fundamentadas, privam seus filhos de serem participantes desta Graça.
P'ra você, meu irmão ou minha irmã, o que significa o Batismo em nome da Trindade Santa, com todas as suas consequências?
“Meus filhos, eu vos amo com o Amor do Pai!”
Fabiano Camara Bensi

2 de janeiro de 2015

Refletindo o Evangelho do Domingo

Epifania do Senhor – Domingo 04/01/2015

"Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo". (V. 2)
Dia da Epifania (a Manifestação do Senhor). É um dia muito especial, estaremos Celebrando os sinais de Deus anunciando ao mundo que a Luz do céu está definitivamente entre nós.
Quando os Magos, sábios e estudiosos dos astros, chegaram à Jerusalém perguntando: "Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo." (V. 2)
Todo o povo de Jerusalém e também o rei Herodes ficaram perturbados. O rei, imediatamente, convocou os escribas (Conhecedores das leis) e os sacerdotes: "e indagou deles onde havia de nascer o Cristo. Disseram-lhe: Em Belém, na Judéia, porque assim está escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo." (V. 4-6)
O rei Herodes, então, ordenou-lhes: "Ide e informai-vos bem a respeito do menino. Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me para que eu também vá adorá-lo."(V. 8). Claro, o que ele queria era matar o Menino! O grande sinal de Deus vindo do céu se direcionava, exatamente para um ser tão frágil, tão dependente, tão simples, tão pobre, tão inocente, tão puro...
Os reis magos, no entanto, levaram “Ouro”, “Incenso” e “Mirra” para reverenciar o Menino.
Mas, o que teria levado os magos a abandonar a segurança de sua terra natal para se aventurarem numa viagem longa e perigosa?
Mais do que a simples curiosidade havia uma grande fé baseada em alguma promessa que, não se sabe exatamente como, estava guardada em seus corações, talvez há várias gerações. O certo é que, visto o sinal, partem movidos pela fé.
A fé não lhes abre unicamente um mapa. Abre-lhes também o coração com seus tesouros. Daí a oferta, ouro, incenso e mirra, presentes que desde os tempos antigos significavam muito para o povo, certamente para eles tinha um significado específico:
·  ouro – a realeza do menino, o Cristo;
·  incenso – a sua natureza Divina;
·  mirra – a sua disposição de morrer em Sacrifício.
Nesse sentido, a atitude dos magos, é um grande exemplo.
Certamente perceberam que aquela Criança era o Emanuel, o Deus Conosco, a Promessa do Pai, o Messias, o único capaz de destruir definitivamente o mal, incomodar e derrubar poderosos, restaurar e ressuscitar vidas, trazer do céu todas as Bênçãos Espirituais, mostrar ao mundo que são os simples, os escolhidos e adotados como filhos do mesmo Pai, que por sua Graça teriam a redenção para remissão dos pecados, e seriam verdadeiramente salvos.
Será que nós valorizamos este dia, este acontecimento, ou estamos mais preocupados em "desmanchar o presépio" e "tirar as luzes que enfeitaram a nossa casa na época do Natal"?
“Eu sou a Luz Verdadeira, a Luz que não se apaga!”
Fabiano Camara Bensi

24 de dezembro de 2014

Refletindo o Evangelho do Domingo

Sagrada Família: Jesus, Maria e José – Domingo – 28/12/2014

“Agora, Senhor, conforme tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz.” (Lc 2,29)
No ultimo domingo do ano toda a Liturgia estará voltada para Sagrada família”, aquela de Nazaré da Galiléia, a Família de Jesus, Maria e José.
No trecho do Evangelho escrito por São Lucas, (Lc. 2,22-40), José e Maria nos dão um exemplo do que é ser uma Família Consagrada a Deus. Logo que podem, levam o “Menino Jesus” para ser apresentado no templo e para render Graças a Deus, pela vida do Filho.
Logo que entram no Templo, a reação dos que lá estavam é de admiração e de muita alegria. Simeão, um dos anciãos presentes no templo considera que O Menino Jesus é a Própria Salvação de Deus, presente naquela Família. Afinal, Aquele que acabara de entrar no Templo era o Próprio Deus. Podemos notar o que a Presença de Deus em uma família pode causar.
O mundo todo vive em constante conflito e a todo o momento temos propostas de um modelo de sociedade. Muitas das vezes, os pais não sabem mais o que é certo ou errado, o que é imoral ou o que é "careta".
Algumas pessoas usam todos os tipos e meios de comunicação que temos acesso para insinuar, sugerir e até propor um tipo de família, um modelo de família, que tudo pode, tudo é permitido, nada é errado, todos são livres.
Quando Deus quis ser homem, fez com que isso acontecesse no seio de uma família, nos dando então, um exemplo de família, enraizada na fé, compromissada com o diálogo, sensível ao perdão e construída no Amor, como disse o Papa João Paulo II: a família: "… é a célula mater (mãe) da sociedade."
Embora alguns “achólogos” digam que: “a Família é uma instituição falida!”, ao afirmar isso, estão dando demonstração de que não tem o mínimo de memória.
Há até bem pouco tempo atrás, digamos, cinquenta ou sessenta anos, (a história nos mostra isso!) alguns jovens não tinham liberdade de escolher com quem viveriam… “o resto de suas vidas!”, não existia livre arbítrio.
Os pais é que escolhiam e determinavam com quem a sua filha ou seu filho iria se casar. Amor!… Que amor? Não precisa de amor!… o importante é assegurar o futuro da “família”, eles ditavam as regras do casamento e… “pronto!”.
Graças a Deus, vemos hoje atitudes bem diferentes, os jovens estão sempre em busca da pessoa ideal, fala-se abertamente em casamento por Amor, tem-se a liberdade de escolher.
É bem verdade que ainda não chegamos à maturidade ideal, porém, não creio que alguém erre na escolha com a intenção de errar, todos sonham em ser realmente… “Felizes para sempre!”
Vemos claramente que alguns querem destruir o que muitos desejam realmente construir. A família jamais será uma… “instituição falida!” A Família, fundamentada no Amor, é Obra de Deus… É Sagrada!
“Eu vos consagro no Amor do Pai!”
Fabiano Camara Bensi

17 de dezembro de 2014

Refletindo o Evangelho do Domingo

4º Domingo do Advento – Domingo – 21/12/2014

“Ave, cheia de Graça, o Senhor é contigo.” ( Lc.1,28b)
Neste 4º Domingo do Advento, a Liturgia nos oferece mais uma oportunidade de refletir a importância da fidelidade na proposta de Deus para a restauração da humanidade, o anúncio do nascimento de Jesus Cristo, Lc. 1,26-38.
No Antigo Testamento, Deus utilizou os anjos (que significa "mensageiros", "enviados") para comunicar as Suas vontades, desejos e aspirações. Eles são, portanto, instrumentos usados por Deus como mediação entre o Divino e o humano; são os mediadores da Aliança de Deus com os homens.
No Novo Testamento, os encontramos poucas vezes, antes do nascimento de Jesus Cristo: nos diálogos com Zacarias, pai de João Batista; com José, esposo de Maria; com Maria no momento da Concepção; e também no período que Jesus Cristo ainda era criança.
No Novo Testamento, todas as intervenções dos anjos de Deus, foram marcadas por uma peculiaridade, uma particularidade, uma coisa em comum: a fidelidade daqueles a quem Ele se dirigiu e sempre uma expressão de confiança: "Não temas!" ou, "Não tenhas medo!"etc.
Numa dessas intervenções, o anjo de Deus  anuncia a encarnação do “Verbo”: Não temas, Maria, pois encontraste Graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.” (V.30-31)
Maria, cheia do Espírito Santo de Deus, após ter recebido “Grande Notícia”, “ser a mãe do Salvador, aquele que seria chamado Filho do altíssimo que deveria receber o nome de Jesus, assumiu com todas as consequências, pronunciando aquela frase que é repetida no mundo inteiro, milhões e milhões de vezes, durante o dia: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra."  (Lc. 1, 38)
A atitude de Maria foi a que deveria ser, a do verdadeiro "Servo": colocar-se diante do Senhor, como num espelho, deixando refletir em si as vontades do Pai.
 Com essa atitude de Maria podemos aprender:
·        temos que acreditar que Deus tudo pode, inclusive  realizar uma concepção e um nascimento de forma  milagrosa;
·        que uma decisão humana pode ser mudada por uma revelação de Deus;
·        que as profecias são Palavras de Deus que não devem ser desprezadas e que é possível ser totalmente submisso à Palavra de Deus.
Foi-nos dado através desse gesto de Maria, o maior dos presentes, foi-nos dado o verdadeiro Deus, de "Presente". Este "Presente" não é para ficar ausente, (guardado) é para ficar visível (presente).
Vamos também, neste Natal, partilhar com Maria dessa jubilosa alegria. Afinal…, é tempo de Natal, tempo não mais de nascimento, mas de renascimento de renovar-se na Esperança daquele que é "Presente".
“Eu estou no meio de vós!”
Fabiano Camara Bensi

11 de dezembro de 2014

Primeira Eucaristia e Batismo de Adultos



Aconteceu no último domingo (7) na Matriz a Primeira Eucaristia 21 pessoas e o batismo de 4 pessoas. Foi um bonito momento de acolhimento aos novos Cristãos e o recebimento do Corpo de Cristo por estes irmãos.

Fotos: Telma Chrispim- Pascom






















10 de dezembro de 2014

Refletindo o Evangelho do Domingo

3º Domingo do Advento - Domingo 14/12/2014

“Eu sou a voz que clama no deserto:” (Jo.1,23a)
Esta é a resposta dada por João Batista aos fariseus, quando questionado a seu respeito e de sua Missão: “Dize-nos, afinal, quem és…” (V.22).
O Evangelho de Jesus Cristo, escrito pelo Evangelista São João (Jo. 1,6-8.19-28), que será o centro da Liturgia deste 3º Domingo do Advento, nos faz pensar na atitude profética de João Batista, e o quanto é fiel à sua vocação. Proclama com destemor; que:
a)  a realidade do Reino dos céus, anunciada por outros profetas, se faz presente na pessoa de Jesus Cristo;
b)  os profetas deram uma garantia de que Deus existe. Ele, porém, afirma: Deus está no meio de nós. Que sempre esteve!”
c)  ele não apresenta, e também não repete, uma tradição vinda dos antigos, de que: Deus está no meio do povo”; ele aponta ao povo o rosto verdadeiro de Deus na pessoa de Jesus de Nazaré.   
João Batista foi escolhido por Deus para cumprir esta Missão, preparar o caminho e anunciar a vinda de Jesus Cristo. Já no ventre de sua mãe, Isabel, foi Ungido por Deus com o Espírito Santo quando da visita de Nossa Senhora, como está escrito: "Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu ventre; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo" (Lc. 1,41)
João Batista (aquele que batiza) cumpriu a sua Missão, batizava para a remissão dos pecados e anunciava a vinda do Salvador, prometido pelo Pai, o Messias.
 Para muitos ele era o Messias prometido! João Batista foi enviado pelo Pai, sim! Mas, para ser o último profeta do que era velho, para os homens… e ser o primeiro profeta da Restauração, para anunciar a vinda definitiva da Salvação, do “Novo” de Deus.
 Quando somos batizados recebemos a mesma Unção que João Batista recebeu para anunciar  a "Boa Nova", "Evangelizar". Para que todos vejam a Salvação de Deus,
Deus não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos... Apesar de sermos escolhidos, batizados e termos a mesma "Unção" dada a João Batista, por Deus, e até dizermos que somos "Igreja", às vezes, agimos com a nossa própria ideologia, como se fossemos um "deus", o todo poderoso; ou não temos a mínima noção do que o Batismo: “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, significa.
Este é um momento privilegiado para (todos nós) fazermos uma reflexão e uma avaliação: Será que nós somos realmente Convertidos e Evangelizados? Dignos desta Unção? Ou estamos "convencidos" que pelo nosso conhecimento, pela nossa posição política, social, econômica ou religiosa, já somos "capacitados" e… santos?
Vamos, pois, fazer "uma conversão realmente frutuosa" como diz São João e não dizer: "eu sou isso…" "sou aquilo…" "sou importante…" "eu sou… etc., etc., etc."
“Eu que escolhi a cada um de vós!”
Fabiano Camara Bensi